
Em (06/04), a Coordenação do Movimento de Emancipação da Região da Barra da Tijuca (AP4.2), realizou no Arouca Barra Clube, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, uma coletiva de Imprensa com a participação de lideranças comunitárias, empreendedores e ambientalistas.
O encontro teve como objetivo apresentar o pré-projeto com dados de viabilidade de emancipação da Barra da Tijuca.
O documento, denominado Manual da Emancipação, que foi elaborado por técnicos e juristas, enumera pontos importantes para atuação junto às lideranças e apoiadores engajados na campanha pró-emancipação, destacando entre outros, o índice populacional, territorial e viabilidade econômica.
A criação da Associação de Emancipação da Região da Barra da Tijuca AP4.2, bem como dos componentes de sua diretoria executiva, apresentada no encontro.
A participação do plenário, com perguntas e sugestões, deu o tom necessário para o aprimoramento e condução do processo emancipacionista, destacando entre outras: a segurança, mobilidade urbana e o meio ambiente, considerados, prioritários para o implemento do novo município.
Moradores do Recreio dos Bandeirantes, área geográfica da AP4.2 apontaram vários problemas que assolam o bairro que há anos sofre com descaso e abandono do poder público.
Defensores do meio ambiente também denunciaram a existência da contaminação das Lagoas e Canais, que se encontram açodados, em razão dos dejetos despejados por residências e condomínios.
Coube ao Coordenador do Movimento, o jornalista Roberto Monteiro Pinho, esclarecer os principais pontos, entre os quais, o que versa sobre o histórico e o arcabouço legal de viabilidade para o plebiscito.
Movimento, destacou que a Lei vigente garante o plebiscito, sendo necessário observar parte do seu texto, para adequar procedimentos, o que explicou, “facilitará o andamento célere do processo legal do projeto. A matéria é analisada no âmbito de legisladores e advogados, que colaboram com o projeto” – assinalou.
O advogado Ralph Lichotti membro da executiva do Movimento, é o responsável pelo acompanhamento do processo junto ao legislativo estadual, e trouxe esclarecimento que corroboram com as observações do jurista Walker, como a existência de “práticas ilegais com o fechamento de ruas, com cancelas estabelecendo cobrança de cota condominial, sem que exista qualquer entendimento nesse sentido, o que fere a liberdade de moradia, e cria uma atmosfera de isolamento da autoridade que não coíbe a ação ilegal.
Novas reuniões para esclarecer a população/Pesquisa
Compôs a mesa da Coletiva de Imprensa, a representante da Associação Comercial e Industrial do Recreio e Vargens – ACIR, Cátia Queiros da Rocha, ao alinhar suas considerações, saudando a iniciativa dos que desejam a emancipação, ressalvando que para alcançar seus objetivos, seja preciso para melhor avaliação da sua parte conhecer um pouco mais a proposta.
Pesquisa realizada pelo Movimento Barra Livre com apoio da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI e sua Comissão Especial de Emancipação e Assuntos Institucionais apontam que 97% dos moradores da Região da Barra da Tijuca (AP4.2) são favoráveis a sua emancipação. A Planilha da Enquete nominou as questões da Mobilidade Urbana, Segurança, Saúde, Educação e Meio Ambiente, tendo como destaque na ordem de escolha a Mobilidade Urbana e a Segurança como o maior de todos os problemas da região. A Pesquisa informal com moradores na Região da Planta AP4.2, (realizada por telefone), ouviu 552 pessoas entre os dias 2 e 10 de fevereiro.
A Miami brasileira
Tida como a Miami brasileira, a Barra da Tijuca possui forte potencial turístico e financeiro, é a segunda região em arrecadação fiscal e tributos, e por essa razão sua infraestrutura deveria ser uma das melhores do país.
@movimentobarralivre