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Condomínios alertam para assaltos em balsas na Barra da Tijuca

Moradores de condomínios da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, têm usado grupos de mensagens para relatar assaltos em balsas que operam nas lagoas da região. As embarcações, de uso exclusivo de condôminos, são operadas pela Ecobalsas. Apesar da exigência de carteirinha de morador, denúncias indicam que criminosos armados teriam conseguido acessar as balsas e realizar roubos em dias diferentes.

Os relatos citam ocorrências envolvendo moradores dos condomínios Mundo Novo, Américas Park e Novo Leblon. Procurada, a Polícia Militar informou que, segundo o comando do 31º BPM, houve registro de apenas uma ocorrência na semana passada e que não há histórico de assaltos frequentes nas embarcações. Ainda assim, a corporação afirma manter policiamento nos acessos diante dos relatos recebidos.

Segundo mensagens compartilhadas por Nátali Teixeira, síndica de um dos condomínios, os episódios teriam ocorrido nas duas últimas semanas. De acordo com ela, os assaltantes teriam entrado armados nas balsas que fazem a travessia entre os condomínios. “Para acessar as balsas é preciso ser morador e apresentar carteirinha. Mesmo assim, entraram armados. Aconteceu nas últimas semanas”, disse.

Em comunicado aos moradores, a síndica afirmou que o condomínio vem cobrando providências da Ecobalsas, como a instalação de câmeras de segurança e reforço da vigilância. Até o momento, porém, não houve solução definitiva.

Uma reunião com representantes da empresa está prevista para a esta semana. Segundo Nátali, há a informação de que um serviço de segurança passaria a operar a partir desta sexta-feira, embora isso ainda não tenha sido confirmado oficialmente.

Ela reconheceu que se trata de um problema de segurança pública, que demanda atuação das forças estatais, mas ponderou que, considerando o valor pago pelo serviço, a Ecobalsas também deveria adotar medidas de segurança privada.

Já a Associação do Condomínio Mundo Novo divulgou nota afirmando que acompanha o problema há bastante tempo e que tem adotado ações para reduzir assaltos e furtos no entorno. Segundo a entidade, dentro da área de atuação do condomínio os registros são mínimos, mas as ocorrências se concentram em áreas que extrapolam seus limites.

No comunicado, a associação cita tentativas de parceria com condomínios vizinhos para implantação de iluminação e câmeras, reuniões com o 31º BPM e cobranças diretas à Ecobalsas. A empresa, segundo a associação, chegou a propor a contratação de um vigia para fins de semana e feriados, ao custo de R$ 400 mensais por condomínio, mas a proposta não obteve adesão de todos os usuários do serviço.

A entidade também ressaltou que não pode atuar fora de sua área de competência e que não é permitida segurança armada em locais públicos. Mesmo a vigilância privada, diz a nota, teria efeito apenas inibitório, já que criminosos sabem que não haverá confronto.

“O problema de segurança é real e exige a atuação efetiva do poder público”, conclui o texto, divulgado em 30 de dezembro de 2025.

Procurada, a Ecobalsas afirmou que comunicou as autoridades policiais sobre os roubos e destacou que não cabe à empresa gerir ou fiscalizar áreas externas ao seu domínio. “A gestão da segurança pública é função e dever do Estado”, diz trecho da nota.