
O Rock in Rio 2026 começou nesta sexta-feira, 4 de setembro, com uma série de novidades na Cidade do Rock, na Zona Sudoeste o Rio de Janeiro. O primeiro dia do festival foi marcado pela estreia do novo Palco Mundo, que ganhou uma estrutura inédita com 2.400 metros quadrados de painéis de LED de alta definição, além de apresentações de nomes como Foo Fighters, The Hives, Rise Against e Nova Twins.
Como já é tradição, os primeiros fãs a chegarem ao festival foram recebidos com aplausos pela equipe da Rock World. O público também teve contato com novas atrações e espaços, incluindo o espetáculo imersivo ECCO by Lightwire e a nova cenografia do New Dance Order.
“Cada vez que os portões da Cidade do Rock se abrem, é como se a gente pudesse sentir, de novo, a força desse sonho que começou há tantos anos”, afirmou Roberto Medina, presidente e criador da Rock World. Segundo ele, a chegada do público representa o momento em que o projeto do festival ganha vida.

A principal novidade estrutural da edição de 2026 foi o novo Palco Mundo. Toda a parte frontal da estrutura recebeu painéis de LED, formando um grande painel visual que amplia o impacto das apresentações.
A programação musical começou com a Nova Twins, que levou à Cidade do Rock uma combinação de punk e rock alternativo. Em seguida, The Hives animou o público com sua tradicional interação com os fãs e músicas como “Main Offender”, “Hate to Say I Told You So” e “Tick Tick Boom”.
O Rise Against manteve o ritmo intenso da noite com faixas como “Savior”, “Prayer of the Refugee” e “Ready to Fall”, enquanto rodas punk se formavam no meio da plateia.
O encerramento ficou por conta do Foo Fighters. De volta ao Rock in Rio após sete anos, a banda liderada por Dave Grohl apresentou sucessos de diferentes fases da carreira, entre eles “All My Life”, “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Learn to Fly”, “Monkey Wrench” e “Best of You”. O show terminou com “Everlong”, um dos momentos mais aguardados pelos fãs.

O Palco Sunset dedicou sua programação ao encontro entre diferentes gerações do rock brasileiro e internacional.
Di Ferrero abriu o espaço com músicas de sua trajetória no NX Zero, como “Cedo ou Tarde”, “Daqui pra Frente” e “Razões e Emoções”. O cantor também apresentou faixas do álbum “S7te”, recebeu Danilo Cutrim, das bandas Forfun e Braza, e incluiu no repertório versões de “Come as You Are”, do Nirvana, e “Aonde Quer Que Eu Vá”, dos Paralamas do Sucesso.
Na sequência, Detonautas e Biquini dividiram o palco em um encontro entre duas gerações do pop rock nacional. O repertório incluiu “Zé Ninguém”, “Vento Ventania”, “Só por Hoje” e “Quando o Sol Se For”, além de músicas do álbum mais recente do Detonautas, “Rádio Love Nacional”.
A banda britânica Hot Milk levou ao Sunset uma combinação de pop punk e rock alternativo. Para fechar a noite, o Capital Inicial recebeu Dado Villa-Lobos. O encontro revisitou clássicos como “Veraneio Vascaína”, “Natasha” e “Primeiros Erros”, além de homenagear Renato Russo com “Tempo Perdido”.
Entre as novidades da edição está o ECCO, espetáculo criado em parceria com a LightWire e apresentado em uma arena própria dentro da Cidade do Rock.
A experiência utiliza recursos de luz, som, tecnologia, projeções, holografia, aromas, dança e cenografia para criar uma jornada imersiva em 360 graus. A narrativa parte da natureza e de elementos como vento, água, raízes e fogo para explorar a relação entre esses elementos e a criação musical e artística.
O espetáculo reúne bailarinos, coreografias e trilha sonora original com tecnologia surround. Entre os recursos utilizados estão o PixelWear, com mais de 1.500 pixels de LED controlados individualmente, e o NewDress, figurino que utiliza 1.000 metros de fibra óptica iluminados por LED.
A atração continuará disponível durante os demais dias do festival.
O New Dance Order, espaço dedicado à música eletrônica, também estreou uma nova cenografia. A estrutura tem 56,5 metros de largura e 22,5 metros de altura, além de 502 metros quadrados de painéis de LED.
A abertura do palco também marcou o lançamento do movimento “Dancing for a Better World”, que reúne artistas, fãs e integrantes da indústria da música eletrônica em torno de uma mensagem de paz e transformação.
O momento incluiu um minuto de reflexão, balé, pirotecnia, conteúdo audiovisual e uma grande bandeira com a mensagem “Dancing for a Better World” levantada pelo público.
Na programação musical, Cat Dealers fez a abertura especial, seguido por ATKÖ e pelo encontro entre GIU e Carola. O encerramento ficou por conta de Steve Angello, que apresentou um set com diferentes fases de sua carreira.
O Espaço Favela recebeu apresentações que mantiveram o público em clima de festa. Hitmaker levou uma sequência de sucessos ao palco e teve a participação especial da filha durante o show. Rodrigo do CN encerrou a programação com uma apresentação marcada por hits e referências ao baile.
No Supernova, Chady abriu a programação. Larissa Luz apresentou o projeto Rock in Gil, dedicado à obra de Gilberto Gil, enquanto Venere Vai Venus levou sua proposta musical ao espaço. Diogo Defante fechou a programação do palco.
O Global Village começou o festival com a apresentação de Giovanna Moraes, representante da nova geração do rock alternativo brasileiro. A artista apresentou músicas como “Luluzete”, “As Minas no Poder” e “Finalmente Seja Ouvida”.
A banda Leela foi a atração seguinte, com um repertório que incluiu “Sou Assim”, “Garota Espelho” e “Ver o Que Faço”. Arnaldo Brandão, pai do guitarrista da banda, participou do show e cantou “Blá Blá Blá… Eu Te Amo” e “O Tempo Não Para”, de Cazuza.
O encerramento do Global Village ficou por conta de Paulinho Moska. Diante de uma plateia lotada, o cantor apresentou sucessos como “A Seta e o Alvo”, “Admito que Perdi”, “Muito Pouco”, “Lágrimas de Diamantes” e “Namora Comigo”.
Moska também incluiu no repertório “Esse Tal de Rock N’ Roll”, de Rita Lee, e “Fullgás”, de Marina Lima, primeira artista a gravar uma composição de Moska no início de sua carreira.
Com novas estruturas, experiências imersivas e uma programação que atravessa diferentes estilos e gerações, o Rock in Rio 2026 abriu sua edição reforçando a proposta de combinar música, tecnologia, cultura e entretenimento em uma mesma experiência na Cidade do Rock.
POR AGÊNCIA ZAPP NEWS
