1. Por que esta cartilha existe?
Mais de 29 milhões de pessoas no Brasil já sofreram algum tipo de agressão, sendo a violência psicológica a mais comum. Em 2024, o disque 180 registrou mais de 100 mil casos desse tipo. Esta cartilha é um convite para o autoconhecimento, fortalecimento emocional e construção de limites saudáveis.
2. Objetivos:
Identificar sinais de violência psicológica.
Validar sentimentos e experiências.
Gerar recursos internos e externos para superação e autonomia.
3. Como identificar sinais de violência psicológica
Palavra-chave: desconforto.
Quando algo parece estranho, mesmo sem entender o porquê.
Frases comuns:
“Você está maluca!”
“O psicólogo viu que você é doida!”
Exercício prático:
“Isso que estou sentindo é ____, quando ____, por causa de _____. O que é necessário fazer ______?”
4. Validação: confie na sua percepção
Evite se autossabotar com frases como “será que sou eu o problema?”
Inteojetar a responsabilidade do outro é um caminho para o início da violência.
Procure ajuda profissional, não opiniões aleatórias.
Questione padrões repetitivos: “Por que sempre entro em relações tóxicas?”
5. Gerando recursos
Exemplo:
“Vou buscar minha independência financeira para não depender mais dessa relação.”
Reflexão:
Você merece mais do que situações que causam dor. Seu bem-estar importa.
6. A Cultura da Banalização da Saúde Mental
Personagens de humor e redes sociais normalizam comportamentos abusivos.
Cuidado: Rir de desequilíbrios emocionais reforça a falta de empatia e enfraquece a sensibilidade coletiva.
7. Limites: o ponto-chave
Não seja o “herói” do outro.
O limite é construído no espaçoterapêutico:
50% em sessões terapeuticas e 50% no dia dia.
Presentes não reparam humilhações.
Identifique se há dependência emocional disfarçada de “amor”.
8. Autonomia e Identidade
Perguntas-chave:
Você sabe até onde pode ir?
Consegue viver bem consigo mesma?
O outro te complementa ou preenche um vazio?
Construir autoestima e identidade própria é essencial para romper ciclos.
9. Relações e ciclos
Aprenda com cada relacionamento, mas não mantenha um vínculo só por hábito.
Ignorar sinais é abrir caminho para abusos. O primeiro sinal importa!
10. Responsabilidade emocional
Qual a minha responsabilidade nessa relação?
Estou comunicando meu desconforto?
Quem impõe limites, protege-se.
11. Cuidado com a anulação
Não se anule pelo outro.
Confie na sua percepção.
Quem banaliza, normaliza o abuso.
12. Para refletir…
> “Não busque no outro o que te falta, mas aquilo com o qual você se identifica.”
“Humanamente impossível atender totalmente às demandas do outro.”
13. Indicações de rede de apoio
Música: “Combustível” – Mulheres que Amam Demais (MADA)
Redes de apoio e terapia são recursos poderosos para reconstrução emocional.
Psicólogo Arony Andrade – CRP 05-57614
@aronyandraderj