Sábado na Cidade do Rock foi marcado pela mistura de gêneros, encontros esRock in Rio vira uma grande pista de hits com Maroon 5, Demi Lovato, J Balvin e Pedro Sampaiopeciais e sucessos cantados em coro pelo público; Alok reuniu a família no New Dance Order

A Cidade do Rock viveu neste sábado, dia (12/9), uma verdadeira maratona de hits. Do funk ao reggaeton, passando pelo pop, rock, folk, forró, piseiro e música eletrônica, o Rock in Rio reuniu atrações de diferentes estilos e gerações em uma programação marcada por grandes encontros e muita interação com o público.

Pedro Sampaio (Graça Paes/Zapp News)
No Palco Mundo, Pedro Sampaio abriu a noite transformando o espaço em uma gigantesca pista de dança. J Balvin levou a força do reggaeton latino ao festival, enquanto Demi Lovato apresentou músicas de seu trabalho mais recente ao lado de sucessos que marcaram sua carreira. Fechando a programação do palco, o Maroon 5 transformou a Cidade do Rock em um enorme coro ao revisitar alguns dos maiores hits de sua trajetória.
A diversidade também dominou os demais espaços do festival. O Palco Sunset recebeu encontros entre diferentes gerações e sotaques musicais, com Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago, Gilsons, Olodum, Daniela Mercury, João Gomes e Mumford & Sons. No New Dance Order, Alok protagonizou uma apresentação especial ao lado do pai, da mãe e do irmão, em uma noite que mostrou como a música eletrônica pode atravessar gerações.

Pedro Sampaio (Graça Paes/Zapp News)
Pedro Sampaio faz o público entrar no ritmo
Pedro Sampaio abriu o Palco Mundo com um espetáculo pensado para colocar toda a Cidade do Rock para dançar. O DJ, cantor e produtor apresentou sucessos como “JETSKI”, “POCPOC” e “Sequência Feiticeira”, acompanhados por coreografias, bailarinos e uma produção visual que explorou a nova cenografia do palco, que conta com 2.400 metros quadrados de painéis de LED.
O momento mais aguardado veio com o “Cavalinho”. Depois de reunir 100 mil pessoas no Rock in Rio Lisboa, o artista repetiu o feito no Rio de Janeiro e comandou novamente uma multidão em uma das coreografias mais populares de seu repertório.

Livia Rossy (Graça Paes/Zapp News)
J Balvin leva o reggaeton ao Palco Mundo
Um dos principais nomes da música latina contemporânea, J Balvin manteve a energia em alta com um repertório que passeou por reggaeton, pop e música urbana. O colombiano revisitou sucessos como “Mi Gente”, “Ginza” e “Downtown”, em uma apresentação marcada por dança e efeitos visuais.
O palco ganhou ainda uma participação especial de Pedro Sampaio em “Perversa”. Na sequência, Melody se juntou ao colombiano em “JETSKI”, levando ainda mais energia à apresentação. O show terminou com uma sequência formada por “Ritmo”, “Que Calor” e “In the Ghetto”.

Renato Goes (Wallace Barbosa/Zapp News)
Demi Lovato equilibra novidades e clássicos
Demi Lovato levou ao festival um show que conectou diferentes fases de sua carreira. A cantora apresentou músicas do álbum _It’s Not That Deep_, lançado em 2025, como “Fast” e “Kiss”, ao lado de sucessos como “Heart Attack”, “Confident”, “Skyscraper”, “Give Your Heart a Break” e “Tell Me You Love Me”.
A apresentação combinou potência vocal, coreografias e momentos de proximidade com os fãs. Demi também arriscou algumas palavras em português, aumentando a conexão com o público brasileiro.
Maroon 5 transforma a Cidade do Rock em um grande coro
Encerrando a programação do Palco Mundo, o Maroon 5 apostou em uma coleção de sucessos que atravessam gerações. Com mais de duas décadas de carreira, a banda revisitou músicas como “This Love”, “She Will Be Loved” e “Moves Like Jagger”.
O ponto alto veio com “Sugar”, que fechou a noite do palco em clima de celebração. Ao longo da apresentação, Adam Levine e os demais integrantes mostraram por que o repertório da banda continua reconhecido por públicos de diferentes idades.
Sunset celebra encontros e mistura de sotaques musicais
O Palco Sunset abriu o sábado com Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago, que apresentaram um projeto colaborativo marcado pela mistura de rap, jazz, MPB e ritmos afro-lusófonos. O show começou com “Esperança”, música indicada ao Grammy Latino que deu origem à parceria entre os três artistas, e alternou momentos de celebração e reflexão.
Na sequência, os Gilsons receberam uma série de convidados. O trio formado por José, Francisco e João Gil iniciou a apresentação com músicas como “Love Love” e “Pra Gente Acordar”. Narcizinho participou de “Bem Me Quer”, antes de o Olodum entrar em cena e elevar a temperatura com “Avisa Lá” e “Deusa do Amor”.
Quando o clima do Carnaval de Salvador já dominava o palco, Daniela Mercury surgiu para cantar “Nobre Vagabundo”. A festa seguiu com “Suingue da Cor”, “Faraó” e “Samba Enredo”.
João Gomes levou outro sotaque regional ao Sunset. Um cortejo de cultura popular, com pernas de pau, bonecos gigantes e personagens do folclore, acompanhado pelo Boi da Macuca e por uma Orquestra de Frevo, atravessou o público até chegar ao palco.
Com sua voz grave característica, o cantor abriu a apresentação ao som de “Eu Tenho a Senha” e mostrou a força do piseiro e do forró em uma produção de grandes dimensões.
Encerrando o Sunset, o Mumford & Sons apresentou sua mistura de folk e indie rock. Com instrumentos acústicos, vocais potentes e grandes coros, a banda britânica revisitou sucessos como “Little Lion Man”, “The Cave” e “I Will Wait”, fazendo o público acompanhar cada faixa.
Alok reúne a família no New Dance Order
O New Dance Order foi palco de um encontro especial da família de Alok. A programação começou com Bhaskar, irmão do artista, no Special Opening do dia, seguido por Adam Sellouk e Gabe.
Na sequência, Ekanta e Swarup, pais de Alok e Bhaskar, assumiram o palco. O encontro familiar ganhou seu ápice com Alok – Rave The World, que contou com um espetáculo de drones e reuniu os quatro integrantes da família em uma apresentação marcada pela emoção.
Espaço Favela destaca talentos e ritmos brasileiros
No Espaço Favela, o trio carioca Soul de Brasileiro, formado por José Junior, Ge Vieira e Negra Silva, abriu a programação com um espetáculo baseado no álbum “SOU”. Criados na Vila Kennedy, os artistas misturaram soul e R&B a elementos de samba, jazz e MPB.
A apresentação também celebrou a trajetória dos três amigos, que começaram cantando juntos na igreja e hoje levam a voz da comunidade para um dos maiores festivais de música do mundo.
Depois, Priscila Senna transformou o espaço em uma grande celebração do brega pernambucano. Com o espetáculo “No Alto da Minha História”, a cantora revisitou sua trajetória e combinou músicos tradicionais, bailarinos e arranjos orquestrais.
Hits de sofrência, como “Alvejante” e “Te Beijo Chorando”, foram cantados em coro pelo público. “Eu sou muito orgulhosa porque eu sou mulher, sou pernambucana, e estou alcançando esse lugar”, celebrou a artista.
Fechando o espaço, a Timbalada transformou o Rock in Rio em uma autêntica micareta baiana. A percussão pesada, um mini trio elétrico e clássicos do axé conduziram a apresentação, que também contou com releituras de “Felicidade”, de Seu Jorge, e “País Tropical”, de Jorge Ben Jor.
Gominho participou da festa, enquanto Buja Ferreira desceu do palco para cantar junto ao público. Denny Denan, um dos nomes mais emblemáticos da história da Timbalada, também dividiu os vocais com o cantor. Na saideira, “A Roda” colocou a multidão para girar.
Supernova reúne rap, R&B e novas vozes
O palco Supernova começou o dia com Celo Dut. O artista baiano misturou R&B, rap e ragga e apresentou parcerias com Liniker e BK. Em um momento de emoção, chamou a família ao palco e falou sobre a importância dos pais e do filho em sua trajetória.
Depois, Yago Oproprio levou ao público sucessos como “Três da Madrugada”. O argentino Milo J foi a terceira atração do espaço e encontrou uma plateia formada por fãs que acompanharam todas as músicas.
Entre eles estava Yasser Abraham, de 12 anos, que ganhou o ingresso como presente de aniversário. Morador de Búzios e filho de argentinos, ele acompanhou o show ao lado dos pais e se emocionou durante a apresentação.
O Supernova encerrou o dia com Delacruz. O rapper transformou o espaço em uma sala de estar, com sofá e meia-luz, criando o ambiente para seus sucessos românticos. O show também homenageou MC Marcinho e contou com músicas que Delacruz gravou com Péricles e Ludmilla.
Global Village passeia por diferentes estilos
No Global Village, Badi Assad abriu a programação com um show que combinou músicas em português e inglês, trocas de figurino e muita interação com o público. Em determinado momento, a artista brincou ao se apresentar como “a banda de uma mulher só”.
Hamilton de Holanda veio na sequência. Conhecido pela capacidade de improvisação, o músico prendeu a atenção da plateia ao construir diferentes acordes e ritmos ao lado de sua banda.
A administradora Ana Paula dos Santos, de 56 anos, acompanhou a apresentação e contou ter se emocionado com a primeira oportunidade de assistir ao artista ao vivo.
Fechando o dia no Global Village, Mestrinho levou a sanfona ao palco e colocou o público para dançar. O repertório reuniu músicas autorais e versões de nomes como Marília Mendonça, Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
Em homenagem a Rita Lee, considerada por ele a Rainha do Rock Brasileiro, o artista apresentou “Caso Sério”, “Erva Venenosa” e “Lança Perfume” ao som da sanfona.
A nutricionista carioca Estela Vasconcelos, de 35 anos, estava entre os espectadores. Depois de conhecer o artista pelo projeto _Dominguinho_, ela assistiu pela primeira vez a um show de Mestrinho e saiu ainda mais fã.
Público celebra a diversidade do festival
Para quem esteve na Cidade do Rock, a variedade foi um dos destaques do sábado. Kátia dos Santos, 32, Flávia Almeida, 28, e Jéssica Albuquerque, 31, amigas e moradoras de Madureira, participaram pela terceira vez do Rock in Rio.
Para Kátia, os destaques foram Pedro Sampaio e Demi Lovato. “A energia está muito incrível e o público é bem animado. Essa edição do Rock in Rio de 2026 é uma das mais ecléticas”, avaliou.
A fisioterapeuta também elogiou a nova estrutura do Palco Mundo. Para ela, os recursos tecnológicos contribuíram para tornar os shows ainda mais interessantes.
Entre hits internacionais, ritmos brasileiros, encontros entre gerações e artistas de diferentes regiões, o sábado mostrou a vocação do Rock in Rio para transformar a Cidade do Rock em um grande ponto de encontro musical.