
No dia 11 de novembro, das 10h às 22h, o Clube de Regatas Vasco da Gama abre a próxima Assembleia Geral Ordinária Eleitoral do Clube, ou seja, a eleição presidencial.
Marcelo Borges, postulante ao cargo máximo da associação cruzmaltina, anunciou a composição de sua chapa, a ‘Vasco da Gente’.
Dos 162 sócios integrantes, 110 são de bancada, ou independentes, 18 residem fora do estado do Rio de Janeiro, 10 são atletas, outros 10 sócios representam as casas portuguesas, 5 são moradores das comunidades da Barreira do Vasco e Tuiuti, 5 sócios são representantes de torcidas organizadas e 4 residem fora do Brasil.
Marcelo Borges
Marcelo é casado, pai de uma vascaína, brasileiro e português. É formado em administração de empresas com especialização em processos corporativos, atua na área de administração, tem responsabilidade técnica registrada no Conselho Regional de Administração, é empresário do setor de tecnologia da informação e trabalha hoje para as maiores verticais do Brasil, autarquias federais e forças armadas. Frequenta o Vasco desde sua infância e começou na política do Vasco em 2011. Participou do processo eleitoral de 2014. Em 2017, foi convidado para assumir uma diretoria no Vasco, onde aceitou de forma voluntária. Foi diretor de patrimônio voluntário, cuidava dos CTs profissionais. Refez junto com o Vasco e com alguns empresários amigos o CT das Vargens, do futebol profissional. Depois foi para Caxias, que era a base do futebol feminino. Participou das ações em São Januário, onde foi considerado o terceiro melhor gramado do Brasil avaliado pela Conmebol, só perdia para os dois do Rio Grande do Sul. Toda a iluminação foi feita por determinação da FIFA. “São Januário já era antigo, mas era bem cuidado, com banheiros limpos, acesso, calçada feita. Não era como está hoje”, afirma. “Fui lançado pelo meu grupo à presidência do Vasco e eu encaro isso como uma missão para a gente resgatar o nosso amado Clube de Regatas Vasco da Gama”.
Entre as propostas de Marcelo, a principal delas é ajustar a relação que o Vasco tem atualmente com a SAF 777. “Eu acho a relação do Vasco associativo com a SAF uma relação de subserviência. Eu não vejo, por parte da atual diretoria, a defesa de fato do Vasco da Gama, a começar pela forma como foi feita, sem transparência nenhuma ao sócio estatutário do Vasco da Gama. Nós temos um grupo focado na relação da SAF e na relação do Vasco com as entidades e instituições. Teremos uma equipe que vai auditar o processo que foi feito para a formação da SAF e a relação com o Clube de Regatas Vasco da Gama. Nesse momento, estou focado no Vasco associativo pois não sou candidato à presidência da SAF, sou candidato a presidência do Club de Regatas Vasco da Gama “, diz Marcelo.
Entre os outros projetos de Marcelo para o clube está a fundação do Instituto Vasco da Gama, que vai ser uma entidade focada em blindar e ajudar o clube. Há também a criação de um banco digital, o IVG Bank, que vai ser justamente o banco que vai financiar o títulos para os novos sócios estatutários. “A gente tem a missão de ter 45 mil sócios estatutários no primeiro ano e alcançar 150 mil sócios estatutários no final do terceiro ano. Isso nos dá uma independência, inclusive com poder aquisitivo para tratar de igual, e caso seja o interesse da SAF, comprar o percentual da SAF e quem sabe retomar o futebol para o clube associativo”.
“Um ponto muito importante para ser levantado, foram as perdas dos direitos dos sócios estatutários, a exemplo do desconto no material esportivo, mas o sócio torcedor tem o direito ao desconto na compra de material esportivo. O vascaíno hoje é direcionado para ser sócio torcedor, não sócio estatutário, quando o que dá força e independência ao clube é justamente um lado associativo forte. Esse direcionamento para serem sócios torcedores, se justifica, no momento em que o sócio torcedor foi totalmente destinado à SAF, fazendo com que o Vasco da Gama não receba um real dessa operação. Por outro lado, o sócio estatutário, que é dono de 30% da SAF, é lesado, não tem o menor sentido ele ter perdido direito ao desconto dele de material esportivo, por exemplo. Isso na minha cabeça não tem como ser no mínimo justo”.
Na gestão de Marcelo, haverá também ligado ao Instituto Vasco da Gama, a IVG Med, operadora de saúde com cobertura nacional, destinada a todos os vascaínos e em condições diferenciadas aos sócios estatutários do CRVG.
Haverá também o Vasco Pass, com objetivo de dar acesso aos sócios do Vasco a todas as casas portuguesas do Brasil conveniadas, com repasses para as mesmas de uma parte da mensalidade do sócio. “O Vasco tem sócios no Brasil todo e precisa de sedes. Então enquanto a gente não fizer de fato o Vasco Continental, o Vasco da gente, que é o nosso projeto, a gente vai contar com apoio institucional das casas portuguesas no Brasil. Esse projeto é tão bacana que outros clubes já nos procuraram querendo participar do Vasco Pass, caso a gente vença a eleição. Isso mostra que é um projeto muito bacana, viável e depende somente de tecnologia, que é justamente a minha área. Vamos aumentar o relacionamento com o pessoal da Barreira do Vasco e do Tuiuti. A gente quer que todo mundo tenha voz e que todo mundo faça a sua defesa. Não adianta a gente falar de um projeto do Vasco sendo continental onde os sócios fora do Rio de Janeiro não têm voz. Isso com a gente não vai acontecer”.
Com o Instituto Vasco da Gama, Marcelo tem como missão fundar cinco novas sedes do Instituto fora do Rio de Janeiro. Além da unidade do Rio de Janeiro, teremos as unidades em Santa Catarina, no Espírito Santo, no Distrito Federal, no Amazonas e no nordeste, a definir ainda Sergipe, ou na Paraíba. “A ideia é que a gente comece a ampliar o Vasco da Gama no Brasil todo através do Instituto”.