Tecnologia DEFI permite ligar o investidor diretamente ao pool de criptomoedas; País lidera investimentos em moeda digital na América Latina

País com uma crescente em investimentos em criptomoedas, o Brasil agora conta com a primeira corretora que utiliza tecnologia descentralizada. A DexBr chega ao mercado com transações por contratos inteligentes, algoritmos da blockchain sem a necessidade de terceiros ou entidades para aprovar as operações. A novidade mira o público brasileiro, onde cerca de 32,7% da população dedica até 15% de sua renda para investimento em moedas digitais, de acordo com o Cointelegraph Brasil. O dado evidencia o país na liderança da América Latina no cenário das criptomoedas.
A pesquisa de perfil de usuário mostra que os números brasileiros são superiores aos de países como Argentina e México, onde 12% e 10% da população investem até 15% de sua renda em ativos digitais, respectivamente. Por aqui, o recorde de brasileiros investindo em criptomoedas em um único mês aconteceu em junho. Segundo dados da Receita Federal, mais de 3,2 milhões de pessoas físicas e 89 mil pessoas jurídicas fizeram movimentações com cripto em um único mês. A máxima histórica anterior ocorreu em abril, com pouco mais de 2 milhões. Ou seja, crescimento superior a 60% e mais de 1 milhão de pessoas físicas em números absolutos.
Lançada há pouco mais de um mês, a DexBr já nasceu com foco nesse mercado brasileiro em expansão. “Nosso objetivo é trazer inovação e acessibilidade através da tecnologia DEFI para todos os brasileiros”, afirma o CEO da DexBr, João Gabriel Stor Bittencourt. O serviço de tecnologia descentralizada vem desta motivação e promete facilitar o fluxo das operações.
“Em uma corretora tradicional você cria a conta, fornece dados pessoais, financeiros e deposita na corretora para ter acesso aos investimentos e produtos financeiros. Na DexBr, não existe esse intermediador. A gente liga o investidor diretamente ao pool de criptomoedas, na blockchain. Se o investidor quiser efetuar uma troca de ativos, por exemplo, o sistema liga automaticamente, sem precisar depositar e retirar os ativos da mão dele. Só conectar a carteira e efetuar a transação”, destaca Bittencourt, ressaltando que a DexBr possui código aberto e auditável.
Por não custodiar os ativos dos usuários, não há risco de o cliente ser impedido de resgatar fundos ou sofrer com fraudes ou criação de novas taxas. “A única exigência para efetuar transações na DexBr é conectar sua carteira digital de criptoativos, seja ela qual for, não necessitando de cadastro pessoal”, explica o CEO.
Desenvolvida no Rio de Janeiro, a criptoativos já conta com uma ampla diversidade de ativos na pool de liquidez. A pool de liquidez ou bacia de liquidez é onde as moedas são colocadas e trocadas diretamente. Dentro da Mainnet, da rede Ethereum, a empresa utiliza o que há de mais inovador, desenvolvido dentro da tecnologia de finanças descentralizadas (DEFI), através de protocolos da blockchain e contratos inteligentes. O Ethereum é a segunda maior moeda do mercado, com 203 bilhões de dólares de capitalização.
Busca por tendências e educação financeira
Investidor autodidata desde os 15 anos, João Gabriel criou a fintech após refletir sobre as próximas tendências na área. “Quando terminei de investir, pensei no que faria e quais seriam as novas tendências. Eu quis criar uma DEX, corretora descentralizada e formar uma carteira na blockchain focada para o mercado brasileiro”, relembra.
A empresa também quer capacitar o investidor brasileiro por meio da educação financeira. “O maior compromisso da DexBr vai além do serviço, queremos educar a população gratuitamente sobre esse novo mundo que só tende a crescer. Prezamos pela universalidade da informação e fácil acesso. Para isso, usamos nossas redes sociais com conteúdos educativos”, diz João Gabriel.
A conta da DexBr no Instagram @dexbr_io e o site https://dexbr.io/ possuem conteúdo técnico informativo sobre o mercado das criptomoedas e seus termos, como blockchain, DEFI, Bitcoin, Ethereum, entre outros.
Ethereum
O Ethereum é uma plataforma que utiliza a blockchain para executar contratos inteligentes e criar aplicativos descentralizados. A blockchain do Ethereum permite a criação de tokens personalizados e a execução de programas computacionais chamados contratos inteligentes. A blockchain do Ethereum é baseada em prova de participação, o que significa que os validadores são escolhidos com base na quantidade de tokens que possuem.
A diferença entre a blockchain do Ethereum e a do Bitcoin é o propósito e as funcionalidades que oferecem. Enquanto o Bitcoin é, principalmente, uma moeda digital e sua blockchain é voltada para transações financeiras, o Ethereum é uma plataforma que permite a criação de aplicativos descentralizados e a execução de contratos inteligentes.
A blockchain do Ethereum é mais flexível e expansível, permitindo a criação de tokens personalizados e a implementação de lógicas programáveis diretamente na cadeia. Cada blockchain tem seu valor e aplicação específicas, atendendo a diferentes necessidades no mundo das criptomoedas e da tecnologia blockchain.