Por Miriam Alice

É preciso desestressar! Este é o lema a ser adotado, mediante a interpretação dos dados, revelados pelas pesquisas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o Stress, ou Estresse, como epidemia de âmbito global. A entidade estima que 90% da população do planeta é afetada por efeitos maléficos do estresse. Segundo o levantamento da Associação Internacional do Controle do Estresse (ISMA), o Brasil é o segundo país do mundo com o maior nível de estresse.
A palavra “estresse” origina-se do latim stringere, que pode significar constranger, apertar, sufocar, exigir, comprimir, estrangular. O vocábulo “estresse” inicialmente foi utilizado como um termo técnico pela Física e Engenharia, para designar forças que atuam sobre a mesma resistência, e que representa a carga que um material pode suportar antes de se romper.
O primeiro estudioso que introduziu o conceito “estresse” na área de saúde foi o médico Hans Hugo Bruno Selye, em 1936. Na perspectiva biomédica, esse conceito é uma resposta fisiológica e comportamental, desencadeada por algo que aconteceu ou está para acontecer.
A evolução do estresse apresenta-se em três fases: alerta, resistência e exaustão. A fase de Alerta ocorre quando a pessoa entra em contato com o agente estressor. Essa reação é esperada, e considerada “normal”.
A fase de resistência é aquela em que o corpo tenta se manter em equilíbrio, e as manifestações agudas desaparecem. Nesse ponto surgem sinais de desgaste, e o organismo torna-se mais suscetível às doenças, sejam físicas, mentais e/ou emocionais.
A fase de exaustão é quando todos os sintomas estão mais intensos. Essa fase pode desencadear problemas mais graves, quando se estende por um tempo prolongado.
O estresse tem o aspecto positivo (estresse positivo), que também é conhecido como eustress. Entretanto, o estresse também tem o aspecto negativo (estresse negativo), que é denominado como distress.
O estresse pode ser positivo, se for ativado com o intuito de preparar a pessoa para uma situação ameaçadora. Contudo, quando o estresse ocorre além do nível considerado “normal”, o estresse deixa de ser adequado e começa a prejudicar gravemente a saúde, a alterar o humor, a produtividade, os relacionamentos e a qualidade de vida.
No estresse, quando há a percepção de perigo real, ou imaginado, as defesas internas do organismo humano reagem rapidamente, num processo automático conhecido como reação de “luta ou fuga” ou de “congelamento”. Esse processo quando continuamente acionado, ou se for ativado por um longo período, tende a levar o corpo à exaustão.
Importante destacar que o estresse não surge apenas em consequência de acontecimentos desagradáveis. Acontecimentos positivos, mas que constituem uma mudança significativa na vida da pessoa, podem gerar tensão e desencadear o stress.
Na literatura especializada, os agentes estressores aparecem em três grupos: acontecimentos vitais, acontecimentos diários menores e situações de tensão crônica. Os acontecimentos vitais são aqueles que envolvem acontecimentos marcantes da vida.
Os acontecimentos diários menores dizem respeito a situações do dia a dia, e que afetam de forma significativa a vida da pessoa. E o grupo das situações de tensão crônica refere-se àquelas que permanecem por muito tempo e geram estresse intenso.
A forma que cada pessoa irá reagir ao estresse tem a ver com o contexto sociocultural, com predisposição genética e com a experiência singular de cada sujeito. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao adoecimento, quando são expostas às situações de estresse, do que outras pessoas.
O estresse pode intensificar os problemas de saúde já existentes, e também pode causar doenças, sejam provocadas por alterações bioquímicas que ocorram no organismo, sejam por padrões de comportamento pouco saudáveis, como comer em excesso, dormir pouco, abusar de entorpecentes, entre outros.
O estresse é um tema que preocupa os profissionais da área de saúde, pois se apresenta como um conjunto de sintomas físicos e emocionais, que poderá agregar outras patologias. Ou seja, o estresse não é uma doença, mas o estresse em excesso pode ocasionar uma vasta gama de disfunções. 
Conscientizar-se do malefício da ativação frequente e contínua do stress no organismo é um aspecto importante para cada pessoa reavaliar seu estilo de vida. Observe-se!
Caro leitor, cara leitora, caso perceba que o “desativar” o modo “estressado(a)” sozinho(a) é uma missão difícil, ou até mesmo improvável, é possível que você sofra de estresse crônico. Embora, tanto o estresse de curto, quanto o de longo prazo, possam desencadear efeitos prejudiciais à saúde, o estresse crônico é a resposta à pressão emocional sofrida durante um período prolongado de tempo, no qual uma pessoa percebe que tem pouco ou nenhum controle. Se você se identificar com essa dificuldade, busque ajuda profissional. Estou aqui.

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