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Grupo Pela Vidda – RJ realiza ações no Rio para marcar Dia Mundial de Luta contra a Aids

Dia primeiro de dezembro é Dia Mundial de Luta contra a Aids e o Grupo Pela Vidda – RJ, ONG pioneira na luta contra a Aids, realiza nesta data ações na cidade para marcar a data. Com o tema “Viver com HIV e Aids é possível, com o preconceito não”, a instituição chama a atenção para as diversas formas de preconceito que impactam na incidência de casos de infecção por HIV e mortes por Aids no Brasil: o racismo estrutural, a LGBTIfobia e o estigma contra pessoas que vivem com HIV. N

No dia primeiro, na Praça Mauá, um ato público será realizado pela ONG, um chamado à sociedade civil para esta luta que precisa do apoio de todas, todos e todes. Do dia 1 ao dia 4, um seminário com figuras representativas do movimento de HIV e Aids de todo o Brasil será realizado no Hotel Windsor Guanabara para discutir estratégias de avanço da luta contra a epidemia de Aids no país.

1º de Dezembro Dia mundial de luta contra a Aids

Viver com HIV e Aids é possível, com o preconceito não

“No Brasil ainda morrem mais de 12.000 pessoas com Aids por ano. Seria evitável se todas as pessoas tivessem diagnóstico precoce e fossem acolhidas no SUS com integralidade e equidade. Muitas pessoas vivem com HIV e não sabem. E muitas outras sabem, mas não se tratam principalmente por estigma e discriminação social”

No dia 01 de dezembro de 2022 a partir das 11h na Praça Mauá próximo ao Museu de Arte do Rio – MAR – faremos uma Ato político para fortalecer a luta contra o HIV e Aids, passados mais de 40 anos da epidemia no Brasil ainda convivemos com novos casos todos os dias, principalmente, entre os mais vulneráveis e desassistidos socialmente.

Estaremos com nossas faixas e o laço vermelho, criado em 1991e que simboliza a luta e a solidariedade frente ao HIV. Faremos distribuição de Kit prevenção com preservativos e informativos e orientações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV/Aids e Covid-19. Também faremos testagem rápida de HIV com fluido oral e distribuição de auto teste do HIV para quem tiver interesse.

Desigualdades e racismo estrutural
No Brasil, as desigualdades impactam a resposta ao HIV de diferentes formas. Dados do Boletim Epidemiológico HIV/AIDS de 2021 trazem luz sobre o impacto do racismo estrutural.

Quando considerados os casos notificados de AIDS entre 2010 e 2020, foi observada uma queda de 9,8% na proporção de casos entre pessoas brancas. Entretanto, no mesmo período, a proporção entre pessoas negras foi na direção oposta, com um aumento de 12,9%. No caso dos óbitos causados por doenças decorrentes da AIDS, a mesma desproporção existe. Entre 2010 e 2020 houve uma queda de 10,6% na proporção de óbitos de pessoas brancas e o crescimento de 10,4% entre pessoas negras.

Populações-chave, estigma e discriminação
O estigma, a discriminação e a criminalização de populações-chave (travestis e pessoas trans, gays e homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo, pessoas em privação de liberdade e pessoas que fazem uso de drogas injetáveis) representam uma barreira para o seu acesso aos serviços de HIV, custando vidas e impedindo o mundo de atingir as metas acordadas para o fim da AIDS. Estamos em 2022 e o Ministério da Saúde segue sem produzir estatística sobre casos de infecções por HIV entre travestis e transexuais. Esta população tem sua identidade de gênero desconsiderada e suas estatísticas são erroneamente incluídas na classificação de HSH (homens que fazem sexo com homens).

As desigualdades seguem impactando negativamente e gerando barreiras que impedem o acesso aos serviços de pessoas em vulnerabilidade. E as desigualdades se cruzam. Por exemplo, uma pessoa trans, negra, vivendo com HIV e em situação de rua terá uma dificuldade extrema de acessar e seguir com o tratamento. Reconhecer a interseção de desigualdades é um elemento chave para uma abordagem integral da resposta ao HIV. O fracasso em fazer progressos para impedir a infecção pelo HIV nas populações-chave prejudica toda a resposta à pandemia de AIDS e ajuda a explicar a desaceleração do progresso frente à mesma.

Do dia 01 a 04 de dezembro, no Windsor Guanabara Hotel, realizaremos o XX Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids – VIVENDO – O primeiro Encontro ocorreu em 1991 no CREMERJ e o último em 2018 em parceria com o Fórum de ONG/Aids do Rio Grande do Sul e o GAPA-RS. O Encontro reunirá 150 participantes das diversas regiões do Brasil e tem como tema “Revivendo nossos direitos, conquistas e garantias sociais.”

O Grupo Pela Vidda-RJ é uma organização sem fins lucrativos. Necessitamos da contribuição da sociedade. Doações podem ser realizadas por meio de depósito informado, transferência bancária ou PIX (CNPJ).

Conta Doação: Banco Bradesco Agência: 0468 C/C: 165.355-5

CNPJ: 35798651/0001-53

Serviço: (somente para convidados e imprensa. Não divulgar em artigos e reportagens)

XX Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids

Windsor Guanabara Hotel

De 1 a 4 de dezembro

Avenida Presidente Vargas, 392, Centro do Rio

Assessoria de Imprensa

Gana Comunicação e Arte

(21)999813157

Falar com Felipe Martins